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Celebrar 49 anos de Democracia através de Poemas e Canções de Abril

Recorde-se que foram duas canções os códigos escolhidos pelos capitães para a execução do golpe de Estado de 1974

Celebrar 49 anos de Democracia através de Poemas e Canções de Abril

Quando falamos de Abril, referimo-nos, obviamente, ao dia da Revolução – 25 de Abril – ou não fosse este mês o das comemorações que lhe são devidas e nunca excessivas. Porquê os poemas e as cantigas? Porque, como muitos de nós ainda lembramos, tiveram um papel central na festa (“eu queria estar na festa, pá… “cantava Chico Buarque), até mesmo relevante e imprescindível. Foram duas canções os códigos escolhidos pelos capitães para a execução do golpe de Estado de 1974 que viria a terminar com o regime opressivo e ditatorial que nos governou durante 48 anos. Falamos de “E depois do Adeus”, de Paulo de carvalho, passada no Rádio Clube Português às 22 horas do dia 24, e que constituiu o primeiro momento de congregação de tropas nos quartéis, e de “Grândola Vila Morena”, ouvida na Rádio Renascença às 24 horas e sinal para que todos saíssem. Começara a Revolução e era já um movimento imparável. E porquê estas duas canções e não outras? A primeira, porque tinha ganho o Festival da Canção pouco tempo antes e era mais ou menos inócua (já tinha feito prova de passar na censura); a segunda, em homenagem a Zeca Afonso, que a escrevera e musicara.

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