Lembro-me que, para a minha geração e para as gerações que me antecederam, brincar na rua era um ritual normal do dia-a-dia. Jogar às escondidas, à apanhada, ao pião, ao berlinde ou fazer “cabanas” na floresta, eram alguns dos divertimentos e passatempos que se consideravam instituídos e normais no processo de interação estabelecido com os colegas de escola, amigos ou vizinhos. A rua, enquanto espaço de crescimento pessoal e de convivialidade parece hoje não ser a mesma que frequentei centenas de vezes durante a minha meninice. Vêm estas linhas a propósito da palestra que o professor Carlos Neto irá proferir no auditório do Rancho Folclórico do Freixial, no próximo dia 17 de junho. A organização é da responsabilidade da Associação de Pais do Arrabal e, a meu ver, surge em boa hora.
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