Gracinda de Jesus Brites, paroquiana do Arrabal com quase um século de existência, é e sempre foi grande devota de N. Sra. de Fátima. Nas vésperas dos dias 13 de maio, quando passavam pela estrada da Lagoa muitos peregrinos, ia para a Lagoinha, acompanhada dos seus cinco filhos, com um cesto de maçãs e um cântaro de água. A sua ideia, que considerava uma missão, era oferecer, com um sorriso nos lábios, uma maçã e um copo de água aos que ali passavam, exaustos, extenuados pelas suas longas caminhadas. O sorriso de agradecimento que lhe dirigiam era paga suficiente. Daí ter concebido o sonho de, naquele local, ver construído um nicho de homenagem e louvor a Nossa Senhora. Com o passar dos tempos e a diversificação das rotas de peregrinação, bem como de apoios devidamente organizados, os peregrinos foram rareando e Gracinda de Jesus Brites deixou de oferecer água e maçãs.
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