“Já estávamos aflitos por festas”. Este chavão, inscrito nas t-shirts dos festeiros, define bem o estado de espírito da população do Soutocico. Efetivamente, foram três anos de interregno de uma tradição longínqua, fruto da pandemia que atingiu o mundo inteiro e à qual não foi possível fugir. As festas religiosas da freguesia, para além de terem extrema importância pela sua tradição histórica e religiosa, e serem uma referência indissociável do modus vivendi das suas gentes, constituem um marco importante de convivência e sociabilização, e representam um marco imprescindível no (re)encontro dos habitantes locais, sem o qual já não é possível passar. Por isso é ponto de honra abraçar todos aqueles que voltam por ocasião das festas, nomeadamente muitos emigrantes que saíram para procurar melhores condições de vida. Este momento é fundamental para a vivência das nossas gentes, pelo grande prazer de rever amigos e familiares, pela amizade entre todos, pelo reviver de histórias, pelo “matar saudades”. Podemos, pois, compreender a enorme ansiedade com que os festejos de 2022 foram vividos no Soutocico, bem assim como nos restantes lugares da freguesia.
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