Em Portugal, esta festa foi instituída pela Rainha Sta. Isabel, em 1321, com o apoio de seu marido, o Rei D. Dinis. Todas as classes sociais, incluindo pedintes e indigentes, seriam agraciados com a generosidade da dádiva do pão. Isabel, rainha de Portugal, implorava pela paz e reconciliação de seu filho Afonso e seu pai Dinis, pelo que fez a promessa de celebração e louvor ao Divino Espírito Santo para que intercedesse em seu auxílio. Era com estes festejos que os grandes fazendeiros e senhores das terras, para além de cumprir a sua promessa, demonstravam o seu elevado poder económico. O surgimento da peste negra na idade média e outros surtos, a guerra dos cem anos, a instabilidade política, económica e religiosa, anos de chuva abundante e outros de seca extrema, impulsionaram, ao longo dos séculos, uma fé crescente no valor das promessas pela paz e pela abundância das terras de onde se podia tirar pão. Ainda hoje, nesta festividade permanecem 4 símbolos: coroa dos Reis, a Pomba da Paz, o arco-íris (terras férteis) e sete chamas (dons do Espírito Santo). Em Leiria, após o terramoto de 1755, onde também se registaram grandes estragos, foi decido construir a Igreja do Espírito Santo no local onde existia uma pequena ermida, junto de um albergue, que consta ser o local onde a Rainha Santa Isabel ia ao encontro dos pobres e onde se terá dado o conhecido milagre das rosas.
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