Quando jovem pensou em estudar eletrotecnia. Frequentou um ano a Escola Secundária Domingos Sequeira, mas depressa se percebeu que não estava ali o seu futuro. Com o amigo Ricardo Camponês, que mensalmente assina neste jornal a coluna gastronómica, decidiu aprender cozinha. Inscreveram-se os dois nas Escolas Profissionais de Leiria e Fátima, foram aceites em ambas, mas optaram pela de Leiria. Embora ajudasse o pai nas feiras, e fizesse um “part time” num restaurante espanhol, dedicou-se à cozinha com afinco. Os professores logo perceberam que ele ia avançado em relação aos outros, e o patrão dava-lhe força para melhorar cada vez mais. Quando ia fazer compras a Espanha levava o Helder, como sinal de confiança. Terminou os três anos de curso com uma média final prática de 18 valores, após o que lhe foram oferecidos vários estágios. Escolheu o Hotel Marriot na Praia d’El Rey, em Óbidos, conhecido por ter sido diversas vezes o local de estágio da seleção nacional de futebol. No final dos seis meses de estágio ofereceram-lhe um lugar como cozinheiro de segunda, que aceitou e onde ficou dois anos, tendo chamado para trabalhar a seu lado o amigo Manuel, ex-colega de curso de Leiria que posteriormente o acompanhou em praticamente todos os sítios por onde passou, e hoje é ainda o seu braço direito em Macau.
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