Demokratia”, que sabemos derivar do grego (demos + kratIa), significa o exercício do poder pelo povo através do voto por sufrágio. Esta solução governativa, que surgiu numa fase inicial quase 600 anos A.C., tinha o mérito de combater a feroz tirania e escravidão dos gregos, bem como a separação das classes sociais com base na fortuna pessoal. Sólon, Clístenes e depois Péricles, foram considerados os obreiros deste sistema. Mas então, se a Democracia sobreviveu 2600 anos no ocidente, apesar de alterações cíclicas em Estados autocráticos e déspotas, através da iluminação pessoal de líderes paranóicos, com ambições imperialistas ou fundamentalismos religiosos (cruzadas, seitas muçulmanas, etc.), poder-se-á apontar para a sua queda apenas porque alguns desvios a obrigaram a descaracterizar-se? Será de temer o populismo exacerbado da extrema direita, que tem campeado por uma Europa confusa, com expressão em Portugal no Chega?
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