Afonso Brites Vieira, com 72 anos, casado, com dois filhos e 4 netas, assentou praça no (R.I.) Regimento de Infantaria nº 10, em Aveiro, no 3º turno de 1972, a fim de fazer a recruta. De seguida foi colocado no R.I. nº 2, em Abrantes, no mês de outubro, para cumprir o período da especialidade de corneteiro. Logo que a terminou, no início de 1973, seguiu ainda para o R. I. nº 15, de Tomar, com o objectivo de formar o batalhão nº 2514 com destino à Guiné. Ao contrário do que acontecia habitualmente só depois de chegar a Bissau, após seis dias de viagem no navio Uíge, é que o seu batalhão de Infantaria, foi para Comoré, uns dez quilómetros à saída da capital, para fazerem o I. A. O. (Instrução de Aproveitamento Militar). Quinze dias depois, foi para Nova Lamego, onde ficou instalado, e a sua companhia foi para Cabuca, para ali permanecer um mês. Passado este tempo o batalhão foi reorganizado e seguiu para Cadique, onde definitivamente se instalou. A sua companhia e a CCS ficaram naquele local, enquanto uma das companhias operacionais seguiu para Gembrém e a outra para Cadiquiala. Curiosamente, depois de chegar ao seu destino, nunca exerceu a especialidade. Isto porque havia vários outros corneteiros e, na altura em que se deu a rendição do batalhão, o capitão convidou-o para ir para a cantina, o que aceitou, porque assim não ia para o mato nem fazia o reforço de sentinela.
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