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Notícias do Arrabal

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Um olhar sobre a evolução demográfica da população do Arrabal. O que dizem os últimos censos?

Sabia que?

A evolução demográfica da população do Arrabal está documentada em vários estudos corográficos [entendido como a descrição de regiões e localidades], a partir do século XVI. Ao analisar vários registos históricos, Anselmo Braamcamp Freire afirma que em 1527 existiam aldeias que tinham mais pessoas que as atuais sedes de freguesia, como sucedia com o Arrabal. O Freixial (Frixial) tinha 15 habitantes, Soutocio (Souto Ciqo e casal da Porqueira) tinha 22 habitantes e o Arrabal, incluindo o casal do Vale Maior, apenas nove habitantes (Freire 1908, 246-247). Na Corografia portugueza do Padre Antonio Carvalho da Costa, Tomo III, o autor diz o seguinte sobre a freguesia: “Santa Margarida do Arrabal tem duzetos & cincoenta vizinhos, fetecentas & nove pefloas mayores, noventa & feis menores, & eftas Ermidas, S.Bento do Freyxial, S. Bertholameu dos Cardofos &.S. João do Soutofico” (Costa, 1712, 99). Acrescente-se que não eram contabilizados os habitantes da Martinela [S. Luzia de Martinel] que, à época, pertencia à paróquia de S. Pedro. Por fim, Pinho Leal na obra monumental Portugal Antigo e Moderno, regista que em 1727 a freguesia teria 303 fogos e que à data da publicação do Tomo I do trabalho em apreço (1873), totalizava 250 fogos. Não refere o número de habitantes.

Um olhar sobre a evolução demográfica da população do Arrabal. O que dizem os últimos censos?

É intemporal a necessidade sentida pelos povos de conhecerem o número de habitantes e de habitações existentes em cada povoação, bem como em determinado território. Estes dados estão na base das opções políticas, económicas, sociais e administrativas de quem nos governa. Para isso, em cada década são realizados censos, tendo o último sido feito em 2021: o 16º Recenseamento Geral da População e 6º Recenseamento Geral da Habitação. O primeiro Censos efetuado pelo INE (Instituto Nacional de Estatística) teve lugar em dezembro de 1940, sendo já, no entanto, o 8º Recenseamento Geral da População. O primeiro, efetivamente, teve lugar em 1864, tendo por base as orientações do Congresso Internacional de Estatística realizado em Bruxelas em 1853. Até ao 11º, em 1970, os censos realizavam-se nos anos terminados em 0. Mas a partir da década seguinte (1981), passaram a realizar-se nos anos terminados em 1, com o objetivo de harmonizar o calendário censitário da União Europeia. No entanto, já muito antes eram feitos recenseamentos, por exemplo, em 1260, 1279, 1421-1422, 1527, 1639, 1732, 1798 e 1801.

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