No dia 6 de julho o largo da igreja do Arrabal transformou-se num quadro vivo de memórias. Ali se juntaram cerca de 60 participantes para um passeio de motorizadas, que teve tanto de encontro entre amigos como de viagem no tempo. Não se tratou apenas de um passeio, tratou-se sobretudo de um reencontro com máquinas que, há algumas décadas, faziam parte do dia a dia de muitos. Motorizadas antigas, restauradas com esmero e dedicação, voltaram a fazer ouvir o roncar dos seus motores. Modelos que outrora foram ferramenta de trabalho, transporte indispensável entre casa e campo, entre oficina e aldeia, entre casa e trabalho, mas que hoje, libertas do peso das obrigações, circulam apenas por prazer, trazem consigo essa carga invisível de histórias vividas, de tempos em que a motorizada não era luxo nem passatempo, mas uma grande necessidade.
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